"O REALISMO DE UM DESENHO, RETRATADO EM SEUS OLHOS"

SEJAM BEM VINDOS!

Desde cedo eu fui fascinado com a realização de detalhes em meus desenhos a lápis, por isso amo recriar a vida como os vemos e conhecemos para o papel feito em grafite.

"Meus desenhos são reproduzidos com muita veracidade e autenticidade este processo que me ajudou a prestar mais atenção aos pequenos detalhes que trás o nosso físico que muitas vezes são perdidas em nossas vidas cotidianas. Estes são os momentos que eu quero capturar através de meus retratos realistas e temas inconfundíveis".


dd Eu amo traduzir a imagem que eu observo para o desenho feito a lápis e em grafite, eu tenho preferências em fazer desenhos de pessoas que trás uma grande mensagem, ou no olhar, na expressão facial, ou até mesmo com a quantidade de detalhes que a foto transmite. Durante boa parte da minha vida achei que o artista, tinha que mudar a consciência das pessoas e fazer da sua obra um instrumento dessa mudança. Hoje acho que, antes de fazer arte com esta ou aquela finalidade, você tem que fazer arte de fato, e mostrar que nem tudo começou por um acaso, e que no passado houve sim um grande significado.

Vocês podem encontrar em meu site minhas galerias de desenhos feito em grafite e também Pinturas Digitais onde hoje se tornou umas das minhas maiores dedicações. Também é possível encontrar meus vídeos onde mostro o passo a passo de como cada reprodução minha é realizada, você também pode localizar minha biografia onde falo um pouco da minha vida desde quando iniciei com desenhos até os dias de hoje. Noticias também estão disponíveis para que vocês amigos possam também participar das minhas conquistas diárias.

Interessado em um retrato encomendado de seu amado ou de alguém querido que você quer presentear ou animal de estimação? Por favor, envie-me os detalhes (tamanho e médias empresas), e também incluem uma foto de referência para que eu possa dar-lhe um preço específico.


Maurício Fortunato Araújo

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Aprender/Pintura digital



Pintura Digital – Desenhos Realistas




Pinturas fantásticas e Foto-Realista são gêneros e estilos que, na maioria das vezes, funcionam bem em conjunto. A fantasia, também muito ligada a literaturas do mesmo gênero, é provavelmente integrante da arte desde que esta foi criada ao passo que o foto-realismo foi um termo primariamente relacionado a um movimento estado-unidense que ganha força no final da década de 60 com artistas como Richard Estes, Chuck Close e John De Andrea. Nesse período, a arte-fantástica, antes produzida somente pela ilustração e pintura, começa também a aparecer gradativamente em trabalhos fotográficos e a ganhar mais espaço.

Hoje, com a possibilidade de desenharmos em um computador, podemos fazer uma pintura digital e realista utilizando basicamente os mesmos conceitos que os pintores da década de 60 utilizavam; como queremos uma figura visualmente polida, sem muitos traços de pincel aparentes, faremos bastante uso de ferramentas que se assemelham aos aerógrafos, muito utilizados para realizar esse tipo de pintura em uma tela ou painel. Quanto à fantasia, as referências são essenciais: filmes, livros, outras pinturas, fatos do cotidiano e até sonhos podem ajudar no momento de compor uma atmosfera fantástica.

Este passo-a-passo, portanto, tem o intuito de esclarecer um pouco mais sobre como um trabalho do gênero fantasia e, ao mesmo tempo do estilo foto-realista, pode ser feito digitalmente e  discorrer um pouco mais sobre a técnica utilizada, bem como sobre brushes customizados, texturas e cores — é na realidade uma mistura de tutorial com making of. Como nem todos os detalhes estão completamente expostos aqui, assistir também ao vídeo que acompanha este texto poderá esclarecer alguma dúvida que eventualmente aparecer.


v 1 - ESBOÇO




v 2 - OLHO






            v 3 - FACE





v 4 – CORPO FÍSICO



v 5 – CABELO




Para visualizar o processo completo dessa Pintura Digital, é só acessar meu vídeo aula, onde mostro o passo-a-passo. 


domingo, 3 de fevereiro de 2013

A Pintura Brasileira

A Pintura Brasileira

1. Antes do Descobrimento

A ocupação humana do imenso território que hoje constituem o Brasil era, até começos da década de 1970, tradicionalmente aceita como não recuando a mais de 10.000 anos. Pode em verdade ter ocorrido em época muitíssimo anterior, a serem corretas as conclusões a que têm chegado há tempos recente as arqueólogas Maria da Conceição Beltrão em escavações realizadas na Bahia em 1987. E Niede Guidon dois anos mais tarde, em pesquisas de campo levadas a efeito no Piauí. Essa última pesquisadora após ter estudado o sítio arqueológico piauiense de São Raimundo Nonato, sustentou ter sido o mesmo frequentado por homens pré-históricos desde há 50.000 anos, no mínimo.Mas essa sua assertiva está longe de ser pacificamente aceita por muito estudioso norte e sul-americanos do passado das Américas.

Entre todos os capítulos da Arqueologia Brasileira ainda tão pouco conhecida, um dos mais importantes e relativamente mais estudados é sem dúvida o da chamada arte rupestre. Ela já vinha espicaçando a curiosidade de bom número de amadores, mas de poucos profissionais nacionais e, sobretudo estrangeiros. Isso pelo menos desde começos do Séc. XIX, embora a ela já se refiram autores quinhentistas ou seiscentistas como Ambrósio Fernandes Brandão e Barleus. O estudo científico só tomaria impulso neste campo, na segunda metade do nosso próprio século, depois que, em 1950, Paulo Duarte fez vir ao Brasil a célebre especialista francesa Annette Laming Emperaire.

Principalmente da década de 1980 e após o fim do regime militar, diversas missões científicas francesas têm atuado em São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e no Nordeste, dirigidas por pesquisadores como Anne Marie Pessis (1984, Piauí), Niede Guidon (1989, Piauí), Gabriela Martin (1989, Nordeste), Denis e Agueda Vilhena Vialou (1992, São Paulo e Mato Grosso) e André Prous (1992, Minas Gerais). Após vencidas não poucas dificuldades realizaram significativo levantamento de incisões e pinturas pré-históricas, descobertas em diferentes recantos do nosso país, assim contribuindo para o estabelecimento futuro de um corpus da pintura pré-histórica brasileira. Ressalte-se que a maior preocupação dos arqueólogos que têm estudado nossa arte rupestre diz respeito às pinturas, muito mais que aos petroglifos.

Regra geral, só uma cor era empregada na elaboração de cada pintura rupestre. Utilizavam-se pigmentos minerais como o óxido de ferro para o vermelho, que era as cores mais difundidas ou vegetais (urucum, genipapo, carvão), por vezes mescladas a resinas vegetais. Há coexistência, por vezes numa única pintura, de formas geométricas, abstratas. Outras vezes, de formas figurativas de homens e de animais, o que poderia segundo alguns estudiosos corresponder à antiquíssima divisão entre trabalho feminino e trabalho masculino. Às mulheres se atribuiu desde sempre a função de produzir cestas, têxteis e cerâmicas, atividades nas quais a forma e principalmente a decoração são obtidas pelo emprego de padrões estilizados repetitivos. Elas podem ter sido as responsáveis por esses pontos e círculos, losangos, cruzes e lancetas que ocorrem em tantas pinturas rupestres brasileiras. Já os homens, caçadores por índole, e por isso mesmo obrigado a conhecer com precisão a aparência de cada animal, terão sido os autores das formas orgânicas e das representações naturalistas.


Com exceção do litoral, pode-se dizer que todas as regiões do território brasileiro ainda hoje conservam numerosos exemplos de arte rupestre, a despeito das depredações ocorridas nas últimas décadas, motivadas geralmente por interesses econômicos. Existem no entanto regiões que hoje nos apresentam acervos rupestres mais ricos. Isso talvez apenas signifique que nessas regiões as pesquisas começaram há mais tempo e com melhores recursos. Assim, entre os principais sítios arqueológicos brasileiros possuidores de importante acervo de pinturas rupestres devem ser citados São Raimundo Nonato e Sete Cidades, no Piauí; o Vale do Seridó, no Rio Grande do Norte; a Pedra do Ingá, não longe de Campina Grande, na Paraíba; a Pedra Furada, no Município de Venturosa, em Pernambuco; numerosíssimas cavernas distribuídas pelos municípios de Lençois, Morro do Chapeu, Montalvânia e outros, na Bahia; Serranópolis e Caiapônia, em Goiás; Lagoa Santa e Januária, em Minas Gerais e Canhemborá e Pedra Grande, no Rio Grande do Sul.

Piauí. São Raimundo Nonato, com suas numerosas tocas ocupadas por homens pré-históricos entre pelo menos 17.000 e 5.000 anos atrás - Toca do Paraguaio, do Boqueirão da Pedra Furada, do Baixão das Europas, da Chapada da Cruz etc, foi o foco de irradiação do que os especialistas chamam de "Tradição Nordeste", caracterizada por abundantes cenas de caça a tatus, veados e onças, estas flechadas à distância, com ajuda de um propulsor. Tudo aplicado com auxílio de pinceis vegetais ou com os dedos. Predomina o vermelho, ocorrendo em menor proporção o amarelo, o preto, o branco e o cinza. As manifestações mais antigas são também as mais remotas até hoje encontradas no Brasil: 17.000 anos, conforme o método do carbono 14. Na Toca do Baixão das Europas I pode-se ver curiosa representação de três figuras humanas de estaturas diversificadas em canhestra perspectiva, pintadas há cerca de 7.000 anos. Já na arte rupestre de Sete Cidades, cuja idade foi estimada por equipes da Universidade Federal do Piauí entre 6.000 e 4.000 anos, predomina o estilo geométrico, apresentando-se as raras figuras humanas e de animais muito estilizadas e com um mínimo detalhamento anatômico. Aqui, exclusivamente o vermelho é empregado.

Rio Grande do Norte. Ao longo do Vale do Seridó espraiou-se o chamado "Estilo Seridó", especialmente notável pela impressão de movimento e pela tendência à expressão, visíveis em sua arte rupestre. Pintadas em branco, amarelo alaranjado e vermelho, as figurinhas (de 15 cm e menos) que povoam as pinturas raramente ocorrem isoladas. São geralmente em grupos - caçando, copulando, dançando. A dança está sempre associada a árvores ou a galhos e ramos. Assim, no sítio Xique-XiqueI de Carnaúba dos Dantas, o artista pré-histórico representou com nitidez duas figuras que dançam em torno de uma árvore.

Paraíba. Em sítios pré-históricos como o da Pedra do Ingá - um paredão de 24 metros de extensão por três de altura coberto de petroglifos realçados a vermelho, amarelo, preto e branco - predominam as formas geométricas e padrões simples como pontos, círculos, cruzes e lancetas. Muito raras as formas de animais; mais raras ainda as de seres humanos, umas e outras tratadas num estilo linear abstratizante.

Pernambuco. Dois sítios se destacam: Pedra das Figuras, com representações estilizadas de répteis e emas em vermelho. E Pedra Furada, onde ocorrem figuras humanas e de animais, estilizadas quase até à abstração.
Bahia. Animais, principalmente aves, também muito estilizados, constituem a principal temática da arte rupestre bahiana, em municípios como Lençois e Montalvânia.

Goiás. Nessa região calcula-se que se tenham sucedido 500 gerações humanas. Destacam-se os sítios arqueológicos de Serranópolis e Caiapônia. As pinturas são abundantes, ocupando por vezes extensões que chegam a 80 metros. Em Serranópolis encontram-se pinturas a vermelho, amarelo, preto e branco de seres humanos e animais estáticos, antigas de até 11.000 anos e muitas vezes executadas umas sobre as outras. Aqui alternam-se figuras geométricas, como elipses, círculos, triângulos. Da mesma época podem ser as pinturas rupestres encontradas em Caiapônia - figuras humanas dançando, executando acrobacias, fêmeas com crianças etc., feitas invariavelmente a vermelho ou preto. Motivo comumente encontrado em toda a região sudoeste do Estado é o da ave de asas distendidas, em atitude de alçar vôo.

Minas Gerais. Desde Lagoa Santa, onde já foram estudados mais de 200 sítios com pinturas antigas de até 12.000 anos, descendo em direção sul até ao Paraná, predomina a chamada "Tradição Planalto": são pinturas animalistas executadas monocromaticamente e se alternando com raras figurações humanas e a padrões geométricos. Na arte rupestre, comumente ocorre que as pinturas mais recentes simplesmente encobrem ou recobrem as mais antigas a ponto de não raro torná-las indecifráveis. Aqui, ao contrário, certas pinturas dão mostras de terem sido várias vezes "restauradas", de tempos em tempos, por sucessivas gerações. Em Santana do Riacho existe um paredão de 100 metros de extensão recoberto de figuras de peixes e veados, representados sempre juntos. Frequentemente ocorre a estranha figura híbrida de um corpo e cabeça de veado dotada de pernas em forma de peixe. A "Tradição Planalto" é predominantemente figurativa. Já a "Tradição São Francisco" que se desenvolve ao longo do grande rio, é ao contrário dominada pelo geometrismo, com mínima incidência de formas animais. Na Lapa dos Desenhos em Jantaria, descobriu-se uma singular representação de uma plantação de milho, com palmeiras e uns poucos animais.

Rio Grande do Sul. Apresentando ainda vestígios da monocromia original, quase sempre em preto mas também em verde, branco, castanho e roxo, as incisões de Canhemborá prendem-se à chamada "Tradição Humaitá" (cerca de 3.000 anos atrás). Representam pegadas de aves e mamíferos, além de símbolos sexuais. Já na Pedra Grande em São Pedro do Sul, as incisões foram produzidas desde há cerca de 2.800 anos, sucessivamente por grupos humanos originários de Canhemborá, por indígenas da Tradição Umbu e já bem mais recentemente por Tupiguarani.

DECORAÇÃO CERÂMICA. Além dos abundantes testemunhos propiciados pela arte rupestre, a pintura pré-histórica brasileira também pode ser estudada pela observação da decoração de objetos cerâmicos, como urnas mortuárias antropomórficas e vários tipos de vasos, tangas cerimoniais etc., destacando-se ao Norte os estilos Marajó e Santarém, o primeiro mostrando ornamentação de frisos estilizados em meandros, padrões geométricos repetitivos, sinuosidades, curvas e contracurvas, executada em vermelho e branco. O segundo mais "barroco" e figurativo, com ornamentação abundante e não raro excessiva de aves, animais e seres humanos policromados. Mais recentes já contemporâneas da chegada dos primeiros europeus, são as cerâmicas Maracá, Aruã e Tupiguarani, também exibindo realces a cor. Na Tupiguarani existem só no interior, permanecendo as paredes externas de vasos e recipientes na cor natural da argila.